Sua entrega é como um raio
um risco
um corisco iluminando os céus
descarga elétrica
aguda, super aguda
escala baixa no braço da guitarra ponteaguda,
dedilhada fervente
e rápida
subescalas frenéticas
em gestos ágeis e ferozes.
Em completa e total dissonância com
suas palavras.
suas sentenças travam guerra
contra o que esbanja
sua música interior.
Sua alma quer velocidade
a máscara quer canção de ninar.
Quando os nós que sustentam a fantasia
se desfazem
surgem as facetas ocultas
e tão rápidas como um faxo brilhante
que ofuscam a visão e maravilham a mente
se deixam mostrar,
assim se vão e não se repetem mais
até a próxima tormenta.
Sua inquietação é um solo metal
em cordas vibrantes, arrancado
duma guitarra antiga, guardada como troféu
no canto de um escritório.
By Queen Guinevere
Poema composto pela poeta maranhense Rhita Ribeiro, grande companheira do grupo mar de poesia do yahoo, em minha homenagem gesto que muito honra a este humilde poeta.
Blog do ator, escritor e educador Marcio Rufino. Um blog para quem gosta de História, literatura, arte, cultura e outros bichos.
"Marcio é maravilhoso
Marcio é divino
Marcio é moço fino
Rufino é homem com olhar de menino
Marcio é decidido
Marcio é mestre, brilha no ensino
Marcio é guerreiro...
E nesse Emaranhado Rufiniano, quero me emaranhar."
(Camila Senna)
Marcio é divino
Marcio é moço fino
Rufino é homem com olhar de menino
Marcio é decidido
Marcio é mestre, brilha no ensino
Marcio é guerreiro...
E nesse Emaranhado Rufiniano, quero me emaranhar."
(Camila Senna)
domingo, 18 de outubro de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Mãe D'àgua

As gotas caem no azul
Tão indecentes como um beijo na boca
Molho o meu corpo
Como se a água fosse saliva
E brotasse dos orifícios da minha pele.
O velho rabo de peixe mexe e remexe
A espuma de água-doce.
Mas a benção desse refrigério
Está na humildade em que eu
Bebo do leite de seus seios
Que foram feitos para amamentar crustáceos.
Água; verdadeiro corpo da terra.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
domingo, 1 de março de 2009
O olhar de uma mulher

Uma mulher quando olha para um homem
É um convite.
Pobre de quem pensa
Que é um convite só para o sexo.
Na verdade é um convite para outro universo;
Infeliz de quem acha
Que é um convite só para o namoro.
É um convite para outro mundo
De possibilidades de recomeços
Mesmo que não haja assuntos.
Mesmo que não haja beijos.
É um olhar incerto
Que revela o fluxo de energia
Que nosso coração de anjo e bruxo
Desenvolto em euforia amoral
Consome e estende a cada dia
E deixa fluir para o astral.
É um convite.
Pobre de quem pensa
Que é um convite só para o sexo.
Na verdade é um convite para outro universo;
Infeliz de quem acha
Que é um convite só para o namoro.
É um convite para outro mundo
De possibilidades de recomeços
Mesmo que não haja assuntos.
Mesmo que não haja beijos.
É um olhar incerto
Que revela o fluxo de energia
Que nosso coração de anjo e bruxo
Desenvolto em euforia amoral
Consome e estende a cada dia
E deixa fluir para o astral.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Diversão e cidadania em Recreio nas Férias.




O projeto "Segundo Tempo" do Governo Federal em parceria com a Secretaria de Esporte e Cultura do Município de Nova Iguaçú promoveu de 26/01 à 06/02/2009 nas escolas da prefeitura da cidade a colônia "Recreio nas Férias". O evento envolveu profissionais ligados ao esporte e à cultura na área da educação municipal no monitoramento de oficinas de recreação, pintura, além de atividades esportivas e gincanas para crianças e adolescentes. Também foi apresentado um vídeo de animação realizado por crianças da comunidade, alunas da Escola Livre de Cinema do bairro Miguel Couto.




Foram dias inteiros de diversão e cidadania, pois também foi realizado passeios turísticos à pontos históricos de cada bairro, como o de Vila de Cava, onde o Senhor Silas, morador da casa onde antes funcionava a antiga estação de trem de Vila de Cava, desativada desde 1966, nos contou a história do bairro.

Eu atuei na colônia como oficineiro de cultura nos bairros Prados Verdes e Vila de Cava. Mediante o aproveitamento das oficinas, pude produzir com as crianças e os adolescentes várias atividades. Uma delas foi o imenso painel de pintura inspirado em poemas de Tomás Antônio Gonzaga, Olavo Bilac e Augusto dos Anjos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Monstro Teimosia

A vida é uma ilha flutuante
Sem porto fixo, sem norte.
Quanto mais se nada em sua direção
Mais ela foge.
O desejo vive nessa ilha.
Sedento, faminto, leproso.
Cego, banguela, horroroso.
Do alto mar já se vê o Morro do Pensamento
Onde as asas de Deus protegem a todos nós.
Atrás do morro vive um monstro bonzinho
Que estrangula
Mas só aperta e não machuca.
É o monstro Teimosia
Animal feroz que come as próprias patas
Para escapar da armadilha.
As patas são digeridas e defecadas.
Depois renascem firmes
Com as garras ainda mais afiadas.
E em todo esse emaranhado
Minha mais nobre atitude
Foi em cada lugar que passei ter deixado
Um pouco de meu pecado e de minha virtude
Monstro Teimosia que conta o irrevelável.
Monstro Teimosia que se transforma em noite
E nos banha de prazer e mistério.
O beijo que não se deu.
O sexo que nunca aconteceu.
Com o vento eu corro, pulo e rastejo.
Em qualquer brejo, em qualquer engenho.
Eu sopro em qualquer lugar
Mas ninguém sabe de onde eu venho.
E em todo esse emaranhado
Minha mais nobre atitude
Foi em cada lugar que passei ter deixado
Um pouco de meu pecado e de minha virtude.
Teimosia inexorável, soberba, sonhadora.
De gosto louco, bêbado, exótico.
Conivente com monstros depravados
Que se acariciam
Em frente à gigantesca tela plana de cinema erótico.
E quando as ondas duramente retardadas
Do mar Cáspio do meu riso
Baterem nas pedras moles da minha segurança
Eu vou me banhar num fumegante rio
Para que muito além do meu calcanhar
Seja meu corpo todo uma bonança.
Teimosia que não quer eu seja o sapo que se transforma em príncipe
Mas quer que eu seja o sapo que devora auroras.
Teimosia que não que que eu seja o cão
Que se faz de anjo de luz para iludir e enganar
Mas o cão que ladra para a luz da lua
Para acalentar o sono e sonhar.
E em todo esse emaranhado
Minha mais nobre atitude
Foi em cada lugar que passei ter deixado
Um pouco de meu pecado e de minha virtude.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Louco Currículo



Quando o mundo foi feito
Eu era anjo mandado para cá
Para ajudar na arrumação das coisas
Depois virei cliente mesopotâmico
Depois virei escravo egípcio
Depois virei efebo ateniense
Depois virei cortesã romana
Depois virei serva feudal
Depois virei mercador renascentista
Depois virei escravo industrial
Hoje sou tudo isso ainda querendo ser artista
Sem casa, sem dinheiro
Só a vontade, só o sonho
So o devaneio, só a loucura
Mas nesse circo neoliberal
Que faz de mim palhaço
Eu navego em mares cansados
cansados de serem navegados
Mas nesse picadeiro aquecidamente globalizado
Eu não quero me cobrir em bandeiras
Me esconder em ideologias
Me enganar em filosofias
Pois eu só digo coisas que já foram ditas
E só escrevo coisas que já foram escritas.
Assinar:
Postagens (Atom)
