"Marcio é maravilhoso

Marcio é divino

Marcio é moço fino

Rufino é homem com olhar de menino

Marcio é decidido

Marcio é mestre, brilha no ensino

Marcio é guerreiro...

E nesse Emaranhado Rufiniano, quero me emaranhar."

(Camila Senna)















quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Homem-Peixe


Pulou para fora do aquário
Rastejou-se no carpete
Procurou um mar imaginário
Sem que ninguém soubesse.

Rolou da escada
Querendo alcançar a rua
Chegou até a escada
Saiu embaixo da chuva.

Seguiu pegadas
Deixou vestígios
Descamou-se em estradas
De delírio.

Atravessou pistas
Chafurdou na lama
Prejudicou as vistas
Machucou as barbatanas.

Mergulhou em poças
Refugiou-se no cais do porto
Esbarrou em louças
Sem nenhum conforto.

Buscou um barraco
Um pedaço de vitirne
Uma peça de teatro
Um roteiro de filme.

Um conto
Uma canção
Ficou sem ponto
Sem noção.

Nada encontrou
Nem mesmo um tema
Só se encaixou
Neste poema.

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5 comentários:

ventosnaprimavera disse...

Muito boa essa poesia Marcio, parabéns amigo.

Sérgio Gerônimo disse...

Salve Marcio, parabéns pelo seu trabalho em prol da cultura. este poema HOMEM-PEIXE é um achado social. Irreverente e autêntico. Muito bom.
abçs
sg

Marluce disse...

Grandeza poética também se encaixa nesse poema!


Parabéns pela construção!

Sergio-SalleS-oigerS disse...

Você tinha toda a razão
me identifiquei com a poesia
e resultado disso
foi a música vir pronta na hora em minha cabeça
sem a necessidade de lê-la por completo
fui musicando-a na medida em que eu tomava conhecimentos dos seus versos

Gostei muito do resultado
e espero que você também goste

Felipe Mendonça disse...

Gosto muito deste poema, Márcio. Ele é perfeito para mostrar como algumas pessoas e, especialmente, os poetas se sentem como um peixe fora d'água neste mundo, ou seja, deslocados, sem ar e sem lugar. Parabéns. Para mim, este é um dos seus melhores poemas. Grande abraço.